quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O que é Hérnia Diafragmática??


Hérnia Diafragmática Congênita

O diafragma é um músculo que separa o tórax (coração e pulmões) do abdômen (estômago, fígado, intestino e outras vísceras). Além de separar as duas cavidades o diafragma é também o músculo mais importante envolvido nos movimentos respiratórios. Uma hérnia diafragmática é uma malformação do músculo (um pequeno defeito ou "buraco"), permitindo que o conteúdo da cavidade abdominal passe para o tórax.
No início da gestação, quando o bebê ainda está se formando, existe um "buraco" no diafragma. Isto é normal, mas este "buraco" normalmente se fecha no terceiro mês de gestação. Isto acontece em cerca de 1 em cada 2.500 gestações. O fato dos órgãos abdominais terem subido até o tórax impede o desenvolvimento adequado dos pulmões, causando uma condição conhecida como hipoplasia pulmonar. Isto significa que os pulmões são menores do que eles deveriam ser.

Quais são os riscos envolvidos?

Durante a gestação, o feto não precisa dos pulmões para respirar e por isso a hérnia não tem muitas manifestações durante a vida intra-uterina. Imediatamente após o nascimento, o recém-nascido precisa usar os pulmões para obter oxigênio e se eles estiverem muito pequenos (hipoplásicos) isto poderá causar uma condição chamada de insuficiência respiratória. Os vasos sanguíneos dos pulmões também serão muito pequenos, e haverá dificuldade de circulação neles, causando um outro problema chamado de hipertensão pulmonar.
Recém-nascidos com hérnia diafragmática requerem cuidados especializados e suporte de neonatologistas. Assim que o problema respiratório estiver estabilizado um cirurgião pediátrico irá realizar uma cirurgia para corrigir a hérnia diafragmática, colocando as vísceras abdominais novamente no abdome e fechando o defeito do diafragma.
Os bebês com hérnia diafragmática devem nascer em hospitais de alta complexidade para que o tratamento adequado seja oferecido. Apesar dos avanços técnicos da medicina, mesmo nos melhores hospitais do mundo, alguns bebês com hérnia diafragmática não irão sobreviver devido a gravidade dos problemas pulmonares.
A probabilidade de sobrevida está relacionada com o tamanho dos pulmões. Quanto menor for o pulmão residual, pior é o prognóstico. Por isso alguns bebês que apresentam quadros extremamente graves podem se beneficiar de cirurgia intra-uterina.

Como é feito o diagnóstico?

Durante a gestação o diagnóstico poderá ser feito pela ultrassonografia. Após o nascimento o diagnóstico será feito pelo pediatra por meio do exame físico e radiografia de tórax.

Como é o tratamento após o nascimento?
hérnia diafragmática congênita é um problema grave e requer internamento em UTI neonatal. Bebês com hérnia diafragmática geralmente não conseguem respirar sozinhos devido a hipoplasia pulmonar. A maioria dos bebês irá necessitar de uma máquina para respirar chamado ventilador. Alguns bebês irão ainda precisar ainda de um outro aparelho chamado ECMO. O ECMO (Circulação Extracorpórea com Oxigenador de Membrana) faz temporariamente a função do coração e pulmões: oxigenar o sangue e bombear ele no corpo. O ECMO poderá ser utilizado temporariamente até que o problema pulmonar esteja estabilizado.
Finalmente após a estabilização do problema pulmonar a hérnia será corrigida com cirurgia. As vísceras serão recolocadas no abdome e o defeito no diafragma suturado.


Hernia Diafragmática

Com 6 meses, através do raio x, foi diagnosticado hérnia diafragmática.






Eu não acreditei!!! Eu não quis aceitar aquilo!!! Pq??? Pq meu Deus??
Já basta a anomalia, já basta o coloboma de iris, já basta a persistência da veia cava superior esquerda do coração.. agora uma Hernia??? Pq???
Eu não aceitei!!! Meu filho com 6 meses, pequeno, frágil . estava com uma hernia diafragmática. E iria ter que fazer uma cirurgia.

Fomos pra Dr Lúcio, levamos o raio x, que pra confirmar o diagnostico ele passou uma ressonância. E foi confirmado o diagnóstico.
Bruninho precisava ser operado de urgência.. pq pra vocês entenderem:
Bruninho nasceu com uma falha no diafragma, um buraco... a alça do intestino achou o buraco e passou por ele, com isso se alojou ao lado do coração de Bruninho ocasionando o levantamento do peito, a alça estava pressionando o estomago (causando os vômitos ), e pressionando o pulmão (causando a falta de ar), se ele não fosse operado imediatamente, o quadro dele podia se agravar. 

Dr Lúcio nos explicou que na maioria dos casos quando uma criança apresenta uma falha no diafragma, na gestação mesmo os órgão já começam a subir, prejudicando os desenvolvimentos dos demais órgãos, tornando muito difícil a realização da cirurgia e a sobrevivência do bebê que já nasce com a hernia.

Mas Deus é tão grande que abençoou meu filho livrando ele, fazendo que só com 6 meses de idade a hérnia pudesse aparecer!!! Eu só tenho que agradecer a Deus por cada livramento do meu filho.

Pedi muito a Deus força pra suportar todas essas dificuldades, e pedia pra que o Senhor sempre estivesse ao lado de Bruninho abençoando e cuidando dele. Que fosse o Senhor o cirurgião de Bruninho. Desde o começo.

As vezes a gente não entende o pq das coisas, das dificuldades.. mas no fim de tudo, a gente acha a resposta. Eu sempre me perguntei o pq disso com meu filho, eu não entendia... Mas sempre entreguei meu filho nas mãos de Deus. Pq antes dele ser meu filho, ele é filho de Deus. Que fosse feita sempre a vontade Dele.

No dia 28 de fevereiro de 2011, Bruninho faz sua segunda cirurgia, a primeira da hernia diafragmática com Dr Lúcio.
Para a nossa alegria, ocorreu tudo bem, dia 29 eu já podia levar ele pra casa.

Refluxo???

A gente já começou a perceber que Bruninho era ruim de pegar peso.
Mas também sempre surgia algo pra fazer com que ele parasse de ganhar um pouco de peso, as infecções urinárias foram uma delas, Bruninho perdia o apetite a cada infecção.

Quando a gente começou a prevenir com profilático, as infecções, já era final de ano de 2010, estávamos querendo aproveitar um pouco do fim do ano com nosso filho, e resolvemos só correr atrás do motivo, da causa das infecções, quando acabassem as festas de fim de ano.

Só que em dezembro de 2010, Bruninho começou a ter constantes crises de vômitos, do nada ele vomitava. 
Sem motivo aparente, ele vomitava, sem apresentar alguma gripe, virose, infecção urinária, ele vomitava. Começamos a desconfiar de refluxo.

Nosso fim de ano foi assim, sem saber o que ele tinha, mas esperando por algo!!! Coração de mãe nunca se engana. Eu sentia que ele tinha algo errado. Mas não sabia o que era!! 

Bruninho em janeiro de 2011 ele tinha 5 meses e pesava um pouco mais de 4 kg, resolvemos tirar férias e ir pra praia passar uns 10 dias, curtindo nosso menino... Apesar de todos os probleminhas que Bruninho tinha..nunca privei ele de nada... ele tomava banho de piscina.. passeava com a gente, brincava na areia, só evitei de dá banho de mar, por causa da colostomia, tinha medo que o iodo do mar pudesse fazer alguma coisa na colostomia dele... já que colostomia é um pedaço do intestino exposto pra fora. 

Meu menino é uma criança feliz.. ele rir.. sorria muito..pra qualquer pessoa que pegasse ele no braço, ele é cativante, impossível não se apaixonar por ele. Todo dia agradeço a Deus pela benção que meu filho é na minha vida!! Meu maior orgulho!!!

Em janeiro de 2011 mesmo, percebemos que o lado esquerdo de Bruninho  
ficou mais alto do que seu lado direito. Mesmo preocupados com o que aquilo podia apresentar, decidimos com calma depois investigar o que poderia ser aquilo... e os vômitos persistiam!!!

Voltando das mini férias que tiramos, resolvemos marcar uma consulta com a cardiologista que acompanha Bruninho desde que nasceu, pq ainda na UTI, Bruninho apresentou também " persistência da veia cava superior esquerda do coração", que não é nada pra gente se preocupar que isso não afeta nada na vida dele, de acordo com a cardiologista pediátrica. Não é caso cirúrgico.

Fazendo um eco, foi diagnosticado que Bruninho estava bem e que não tinha nada em seu coração
Mas desconfiada, a Cardiologista nos encaminha para tirar um raio x pra ver o que estava ocasionando o levantamento do peito esquerdo.

Bruninho a essa altura além de apresentar os vômitos diários, ele já apresentava falta de ar, não constantemente, mas de vez em quando.

E mais uma vez precisaríamos ser forte.. pq algo estava por vir.

Infecções Urinárias!!!!


Não demorou muito para Bruninho começar a apresentar constantes infecções urinárias.

Com 3 meses de idade, ele já começou a apresentar os sintomas..
o nosso alivio era que ele não sentia dor a urinar.

Mal ele ficava bom de uma infecção, logo ele tinha outra...
Vivia no antibiótico!!! 

Dr Lúcio começou a me dizer que Bruninho tinha uma grande probabilidade de ter uma fistula ( o intestino com ligação a outro orgão), 
como eu já expliquei sobre fistulas em outro post.
Ele sempre me perguntava se quando Bruninho fazia xixi,se vinha fezes junto.. e nunca isso aconteceu. O que era de se estranhar pra quem tem fistula.

Com isso tanto o Cirurgião, quanto a pediatra dele, Dra Fátima Dohert, resolveram deixar ele no profilático, para previsão das infecções urinárias, pra gente poder começar a investigar o motivo de tanta infecção.

Foi quando tivemos um pouco de descanso em relação as infecções urinárias.

Mas nosso descanso durou pouco... muito pouco!!!!

Coloboma de Iris

Esqueci de mencionar com vocês, que ainda na UTI, percebi que ambos dos olhos de Bruninho existia algo estranho.

Um Oftalmologista foi na UTI fazer o teste do olhinho nele, e dilatou a sua pupila e disse que não tinha nada errado com a visão do meu filho, que ele enxergava bem.. mais eu insistia, dizendo que ele tinha algo nos olhos...
Até que ele pediu pra assim que Bruninho tivesse Alta eu fosse ao seu consultório. 

E a gente foi... Só que desda vez, ele não dilatou as pupilas de Bruninho, e ele pode ver e foi quando ele nos falou que Bruninho era portador do Coloboma de Iris, uma malformação da iris.



O que é Coloboma da íris?

Coloboma da íris é um orifício ou defeito da íris do olho. A maioria dos colobomas está presente desde o nascimento (congênitos).

Considerações

O coloboma da íris pode parecer com um orifício preto e redondo localizado dentro da ou próximo à parte colorida do olho (íris). Ele pode parecer como um entalhe preto de diferentes profundidades na borda da pupila. Isso dá à pupila um formato irregular. Ela também pode aparecer como uma divisão na íris da pupila para a borda da Íris .
Uma coloboma pequena (especialmente se não estiver unida à pupila) pode permitir uma segunda imagem para focar a parte posterior do olho, causando:
O defeito pode incluir a retina, coróide, ou nervo óptico.
As colobomas são generalmente diagnosticadas em, ou pouco depois do nascimento.

Causas

A coloboma pode ocorrer devido a:
  • cirurgia do olho
  • Condições herdadas
  • Trauma no olho
A maioria dos casos da coloboma não tem causa conhecida e não está relacionada a outras anormalidades. Uma porcentagem pequena de pessoas com coloboma tem outros problemas de desenvolvimento herdados.

Feitos alguns exames em Bruninho foi diagnosticado que de nada alterou a sua visão por causa do coloboma da iris, ele enxergava bem!! Mas possuía um pouco de intolerância a luz. 

Fase de adaptação!!!

Chegando em casa, eu só tinha um medo, se eu ia saber cuidar da colostomia de Bruninho. Mas a felicidade estava radiante pela casa.
Finalmente eu estava com meu menino perto de mim.

Com o passar dos dias resolvemos trocar de médico cirurgião.
Pq vocês acreditam que Dra Gabriella que fez a colostomia do meu filho, operou ele e depois só apareceu antes dele ter alta. 

A falta de assistência dela.. me deixou muito chateada, nem no próprio dia da cirurgia ela veio falar com a gente pra dizer se o menino estava bem ou não.

Procuramos Dr Lúcio Flavio. Um excelente cirurgião aqui do Recife. Posso arriscar dizendo que pra mim não existe cirurgião melhor. 
Meu filho estava em boas mãos.

Dr Lúcio, me explicou tudo sobre a anomalia anorretal, dos riscos, das fistulas, da incontinência ou constipação. E me explicou tb que pra realizar uma cirurgia desse porte, Bruninho tinha que ter no minimo 6 meses e pesando 8 kg.

Então... ficamos esperando ele completar os 8 kg.

A colostomia dele funcionava perfeitamente.
No começo a gente sofreu bastante com assaduras ao redor da colostomia, a barriga de Bruninho chegou a ficar em carne viva, de o sangue escorrer.. a gente se desesperou, não sabia mais o que tentar pra resolver essa situação.

Ate que procuramos um Dermatologista muito bom, Dr Valter Kozmhinsky,
ele nos receitou, fazer compressa diariamente 3 vezes ao dia, ao redor da colostomia com lucretin e aguá morna, e logo em seguida passar uma pasta manipulada de oxido de zinco e óleo de amêndoas. 
Em três dias já podíamos ver melhora na assadura de Bruninho.

Quando Bruninho saiu da UTI, lá me ensinaram a usar vaselina com gases encima da colostomia dele, fechando com a fralda.
Pesquisando eu vi que existia bolsas para colostomia.
E conhecendo através da internet, outras mãezinhas com Filhos que tinham a AAR, através do blog da Renata, conheci o método da fralda para crianças colostomizadas. 
E simplesmente eu amei esse método. E tanto eu quanto Bruninho, agente se adaptou rapidamente a fraldinha encima da colostomia.

Fotos do Método da Fraldinha:

1º - Você pega uma fralda mais barata. E corta ela no meio. Se Bruninho usava M, o tamanho da fralda que eu usava na colostomia era G. Sempre um tamanho a mais do que ele usava.

fralda cortada no meio

2º - e depois você corta as suas abas.

fralda com as abas cortadas




3º - Depois você fecha com fita CREPE a parte da fralda onde foi cortada.
E depois você pega a fralda que ele vai usar normalmente e cola sobre ela a fralda que vc acaba de fazer tb com fita CREPE.

                                          
fralda colada uma na outra

4º - Está pronto a sua fraldinha!!!!




fralda pronta pra o uso.



 Agora claro que toda mãe deve se senti a vontade pra usar o que for melhor pra adaptação de seu filho, conheço mães que usava as gases, outras usavam a fraldinha e outras que achavam melhor a bolsinha.

48 dias de UTI

Bruninho a cada dia na UTI ele evoluía muito bem.
A cada dia eu tinha mais esperança de ter logo meu filho nos braços.
No hospital onde ele ficou internado, a UTI neonatal era divida em 3 partes:
UTI 1 - onde eram os casos de prematuros com estado grave.
UTI 2 - os casos de prematuros menos graves.
UTI 3 - as crianças só precisam engordar, pra poder ir pra o apt e enfim ter alta.

Bruninho ficou na UTI 2, desde que ele nasceu e fez a cirurgia.
Ele chegou a ir pra UTI 3, só pra comer e pegar mais um pouco de peso,
só que com 23 dias de UTI, lembro como se fosse hj.. cheguei na UTI.. tudo que eu tentava dá pra ele comer, ele regurgitava.
Voltei pra casa com o coração apertado, contando as horas pra amanhecer e eu o vê novamente.
Quando eu cheguei no hospital, ele tinha voltado pra UTI 2. 
Bruninho estava com infecção hospitalar. Essa infecção tinha afetado o intestino dele... o abdômen dele se distendeu e as alças do intestino estavam bastantes dilatadas!!! Foi um dia em que eu desabei. Fiquei sem chão. Sem Forças. 

Mas uma vez meu bebezinho pequeno teria que lutar pra sobreviver.
Foram dias e mais dias de tratamentos,antibióticos e nada fazia ele melhorar, ele só piorava, e os médicos fazendo de tudo pra reverter o quadro.

Mas uma vez nosso bom Deus colocou a mão sobre Bruninho.
Depois de muitas orações, Bruninho começou a reagir!!! 
Ele reagiu.. e ficou bom!!!! Graças a Deus!!! 

Da UTI 2 ele foi direto pra o apt, os médicos resolveram dá alta logo a ele, pra evitar qualquer outra infecção.

Me lembro como se fosse hj,ele chegando no apt...
fiquei tão feliz.. não acreditei que ele podia está ali comigo!!!

Graças a Deus estávamos indo pra casa.


Mais sobre AAR!

EMBRIOLOGIA


Da 4ª a 6ª semana fetal, a cloaca se converte no depósito comum dos sistemas urinário, genital e retal em desenvolvimento, e se divide no seio urogenital anterior e conduto intestinal posterior, separados por um tabique urorretal. Duas pregas laterais de tecido cloacal se unem ao tabique urorretal para completar a separação das vias urinárias e retal ( FIGURA I: Evolução do intestino caudal na região cloacal do feto macho. Observe-se o deslocamento do septo urorretal, com separação da porção urinária da genital.). A face ventral do períneo acima do tabique urorretal conhece-se como lâmina uretral e a face posterior do tabique recebe o nome de lâmina anal que contêm o músculo esfincteriano externo que se desenvolve separadamente. Nesse ponto existe a diferenciação sexual com o desenvolvimento concomitante dos sistemas genital e urinário para cada um. Nos dois sexos, ocorre, no mesmo período, a perfuração da lâmina anal. Deste modo, a estrutura anatômica gênitourinária é completa na metade anterior e a anorretal na metade posterior. Alguma falha deste processo, a qualquer momento, (por razões desconhecidas), ocasiona o desenvolvimento incompleto do embrião, de tal forma que tem uma migração incompleta da zona anorretal à sua posição normal. Ele produz um saco retal ou ânus cego em combinações com diversas conecções fistulosas entre o aparelho gastrointestinal em desenvolvimento e as vias genitourinárias ( FIGURA II: Cortes longitudinais de feto mostrando a evolução do útero e vagina com septação e separação da porção urinária da genital).

DEFEITOS COMPLEXOS



Anomalias do sexo masculino


Fístula retouretral - o reto comunica com a face posterior da uretra-prostática (porção superior), e bulbar (porção inferior). Acima da fístula , o reto e a uretra têm uma parede comum, cuja extensão é mais longa na uretra bulbar. Crianças com fístula reto bulbar freqüentemente têm bom mecanismo esfincteriano e sacro bem formado, o períneo mostra glúteos e sulco interglúteo evidentes e uma impressão anal bem definida. Crianças com fístula retoprostática têm freqüentemente mecanismo esfincterino pobre e alterações sacrais associadas, o períneo tende a ser mais achatado, podem ter escroto bífido e/ou esfíncter externo localizado muito próximo da bolsa escrotal. O reto está envolvido por uma estrutura de músculos estriado, sob a forma de funil. Entre a porção mais distal do reto e a pele do períneo, o mecanismo esfincteriano é representado por uma estrutura sólida constituída por fibras musculares que correm em sentido vertical, em direção à pele do períneo, a qual é arbitrariamente denominada "complexo muscular". A porção mais superior deste mecanismo esfincteriano, sob a forma de funil, é conhecida como músculo elevador do ânus, pois quando se contrai traciona o reto para frente. A contração do complexo muscular eleva a pele e a impressão anal. Próximo à pele, dos dois lados, há um grupo de fibras musculares denominado fibras parassagitais,
que representam o esfincter externo.

Fístula retoperineal - é a mais benígna das malformações em ambos os sexos. A porção mais inferior do reto abre-se no períneo anteriormente ao centro do esfíncter externo, sendo denominadas "anomalias anorretais baixas". Em alguns casos o reto se comunica com uma fístula subepitelial que corre por toda a extensão da rafe mediana até a base do escroto ou mesmo até a base do pênis. Essas crianças têm sacro normal, mecanismo esfincteriano próximo do normal, sulco interglúteo bem marcado e impressão anal bem definida. Apresentam uma pele proeminente com orifício na rafe no qual pode ser introduzido um instrumento (malformação em alça de balde) e pelo qual se observa saída de mecônio.

Fístula retovesical - o reto se comunica perpendicularmente com o colo da bexiga, significando que não têm parede comum, como nos casos de fístulas mais baixas. É raro. O sacro pode ser distrófico ou mesmo ausente O mecanismo esfincteriano é hipotrófico e o períneo quase não apresenta sulco interglúteo.

Ânus imperfurado sem fístula - é pouco comum e tem as mesmas características em ambos os sexos. O reto termina em fundo cego 1 a 2 cm acima do períneo. O mecanismo esfincteriano está preservado, o sacro é normal, o períneo é indistinguível daquele observado nos casos de fístula retobulbar.

Estenose e atresia retal - o reto termina em fundo cego (atresia) ou apresenta comunicação parcial entre o reto e o canal anal. O períneo é igual ao de um recém-nascido normal. O canal anal não é maior que 1- 2 cm. Incidência é de 1% e de igual distribuição em ambos os sexos.

Anomalias do Sexo Feminino


Fístula vestibular - o reto se abre no vestíbulo da vagina logo à frente do intróito vaginal. A porção inferior do reto e a vagina apresentam parede comum. O sacro é normal e o mecanismo esfincteriano adequado. O sulco interglúteo é bem delineado e a impressão anal é bem marcada. A identificação da fístula exige exame detalhado da genitália evitando diagnóstico errôneo de fístula retovaginal.

Fístula retoperineal - o reto se abre anteriormente ao centro do esfíncter externo, mas posterior ao vestíbulo da vagina ( FIGURA V - Fístula perineal, em recém-nascido do sexo feminino). A abertura externa da fístula é circundada por pele sendo por isso também denominada fístula cutânea. Não há parede comum entre o reto e a vagina. O sulco interglúteo é bem identificado e a impressão anal é delineada. No sexo feminino, a atresia retal e o ânus imperfurado sem fístula têm , do ponto de vista anatômico, terapêutico e de
prognóstico, as mesmas implicações que no sexo masculino.

Cloaca - o reto, a vagina e o trato urinário terminam num único canal comum, têm parede comum muito longa. O comprimento do canal comum (cloaca) varia de 1 a 10 cm com implicações cirúrgicas e no prognóstico. As cloacas apresentam um grande espectro de defeitos, com grande variedade anatômica e diferentes prognósticos. Cada uma das variedades anatômicas exige diferentes manobras cirúrgicas para sua correção. Como nas demais anomalias, nas meninas com cloaca, o reto se localiza em diferentes níveis, desde totalmente intraperitoneal e supra elevatoriano até localizações baixas, próximas ao vestíbulo da genitália. Há um tipo específico de cloaca com canal habitual de apenas 1 cm de comprimento e que pode ser denominado de hipospádia feminina discreta associada a fístula vestibular.

PROCEDIMENTOS INICIAIS


Anoplastia - está indicada em todos os casos de fístula perineal, quer no sexo masculino ou feminino, e o objetivo é mobilizar o reto que é a continuação da fístula, e posicioná-lo dentro dos limites do esfíncter externo. O prognóstico é excelente. Quando realizada no período neonatal, o preparo intestinal prévio é dispensável. O pós-operatório é simples e transcorre sem complicações. Antibioticoterapia profilática é usualmente realizada. O recém-nascido é colocado na posição prona e passa-se uma sonda vesical de Folley, no sexo masculino. São dados vários pontos de seda 6-0 em torno da fístula ao nível da transição cutâneo-mucosa, com o objetivo de obter uma tração uniforme que facilite sua mobilização. Uma incisão em raquete é
realizada dividindo o esfíncter externo em duas metades. Ao mesmo tempo que os fios são tracionados, prossegue-se coma dissecção circunferencial do reto, apenas o suficiente para posicioná-lo, nos limites do esfíncter externo, localizado com o auxílio do estimulador elétrico. No sexo feminino a vagina e o reto estão bem separados, já no sexo masculino o reto está intimamente aderido à uretra posterior, devendo-se tomar cuidado para que não haja lesão uretral durante a dissecção, a mais freqüente e temível complicação. A sutura do reto com a pele deve ser feita sem tensão. O corpo perineal, área onde reside a fístula, deve ser suturado com pontos separados com fio absorvível.
Colostomia- a colostomia em duas bocas separadas no cólon descendente é a melhor opção pois permite que a derivação seja total, evitando o prolapso da alça funcionante já que o descendente é mais fixo. A via de acesso é feita através de uma incisão oblíqua, no quadrante inferior esquerdo, de comprimento suficiente para se posicionar as duas bocas nas respectivas extremidades da incisão, com uma ponte de peles entre elas. Após maturação das bocas o cólon distal é irrigado com solução salina para retirada de mecônio residual.
Colograma distal- é o mais valioso exame na anomalia anorretal. Realizado em caráter ambulatorial, 2 a 3 semanas após a colostomia. Consiste na injeção de contraste hidrossolúvel ( nunca bário ) através da boca distal da colostomia com pressão suficiente para contrastar as porções mais distais do reto, até a demonstração do local da fístula, usando uma sonda de Folley sob tração para ocluir a boca. Sob controle radioscópico inicia -se o exame com uma radiografia na posição antero posterior, para se avaliar o comprimento do colo distal à colostomia, até o fundo cego retal, para julgar possibilidade de correção do defeito por via sagital posterior. Obtem-se radiografias laterais incluindo sacro, cóccix com a impressão anal marcada com marca radiopaca. No menino o contraste vai para a uretra posterior e daí para a bexiga até enchimento para verificar micção. A uretrocistografia miccional é desnecessária pois quase nunca mostra a fístula Na cloaca, a injeção de contraste é feita pelo orifício perineal único ou por vesicostomia ou vaginostomia.

CORREÇÃO CIRÚRGICA PRINCIPAL


Princípios básicos - todas as anomalias podem ser corrigidas pela via sagital posterior (Anorretoplastia sagital posterior de Peña - ARPSP), sendo que 10% dos meninos (fístulas retovesicais ) e 40-50% das meninas com cloaca podem necessitar de laparotomia adicional para a mobilização de um reto e/ou vagina posicionados muito alto. Cateteriza-se a bexiga com sonda de Folley, e coloca-se a criança em posição prona, com a pélvis elevada. A estimulação elétrica do períneo permite avaliar a força contrátil do esfíncter. A via de acesso é feita através de uma incisão mediana, dividindo o mecanismo esfincteriano em duas porções exatamente iguais de cada lado, cuja extensão varia conforme o tipo de anomalia. A estimulação periódica
permite avaliar a força contrátil da musculatura de cada lado da incisão, e, permanecendo-se na linha média, há garantia de que não haverá lesão de nervos. Na persistência de cloaca o reto e a vagina necessitam serem mobilizados para atingir o períneo, sem tensão. A substituição vaginal e as manobras de ampliação são indicadas quando a localização da vagina é muito alta e nos casos em que é pequena ou ausente. Pode ser necessário rotação vaginal, uso de retalhos da cúpula vaginal ou ainda retalhos pele (Anorretovaginouretroplastia sagital posterior - ARVUPSP).

Dia da cirurgia


A familía deve adquirir um jogo de "velas dilatadoras tipo Heqar" de número 7 até 17.

Duas semanas após a cirurgia:

Retirar os pontos; calibrar o novo anus; ensinar a mãe como fazer as dilatações. Passar somente o dilatador do tamanho que penetrar sem dificuldade. Dar o dilatador à mãe e dar instruções como dilatar a criança 2 vezes por dia riqorosamente.

A cada semana


Retornar ao consultório para passar ao calibre seguinte. Dar o dilatador a mãe a fim de usá-lo 2 vezes ao dia, todos os dias. Somente quando o tamanho desejado for alcançado, a colostomia poderá ser fechada, mas deve-se seguir procedendo as dilatações (mesmo após o fechamento da colostomia) até que o dilatador passe facilmente e sem dor (geralmente 3 a 4semanas após alcançado o último calibre desejado).
Quando as dilatações forem indolores e o tamanho desejado for alcançado (2 x ao dia), deve-se reduzir a frequência das dilatações, uma vez ao dia, por um mês. Uma vez ao dia, em dias alternados, por um mês. Uma vez ao dia, a cada 3 dias, por um mês. Uma vez ao dia, 2 vezes por semana, por um mês. Uma vez ao dia, 1 vez por semana, por um mês. Uma vez ao dia, 1 vez por mês, por 3 meses.
Se durante o processo, as dilatações se tornarem difíceis, dolorosas ou se provocarem sangramento, isto é uma indicação especifica para voltar a se dilatar 2 vezes ao dia e reiniciar o processo. Geralmente, estas dificuldades ocorrem quando se chega aos últimos 2 ou 3 calibres. Durante este período o cirurgião pode ser pressionado pela família para diminuir a frequência das dilatações para evitar a dor na criança. E muitas vezes pode decidir dilatar somente uma vez por semana. Isto é muito inconveniente. Se isto ocorrer, estaremos provocando lacerações uma vez por semana, permitindo que esta laceração cicatrize em uma semana e para novamente ser aberta, o que provoca severa fibrose e retração.

Mantendo o mesmo calibre do dilatador por períodos de tempo prolongados (mais de uma semana), permite-se que os tecidos cicatrizem em um calibre inferior ao indicado, o que impedirá o curso normal das dilatações. Espera-se dificuldades nas dilatações, nos casos de isquemia no ponto de transição da anastomose com a pele.

Diâmetro anal desejado:

Hegar Número 12 - de 1 a 4 meses, 13 - de 4 a 8 meses, 14 - de 8 a 12 meses, 15 - de 1 a 3 anos, 16 - de 3 a 12 anos, 17 - mais do que 12 anos.
Após o fechamento da colostomia, a criança pode ter inúmeras evacuações ao dia podendo aparecer dermatite perianal ou podem surgir períodos de constipação intestinal. Esse reto tem hipomotilidade.

RESULTADOS FUNCIONAIS E SEQÜELAS


A continência depende de três elementos principais:
  • a sensação especial e a proprioceptiva, residente na musculatura voluntária que circunda o reto e que é sensibilizada quando o reto é distendido;
  • mecanismo esfincteriano, que inclui a musculatura estriada voluntária e a musculatura lisa involuntária; o esfíncter interno;
  • motilidade retossigmoidiana.
Assim, as crianças portadoras de anomalias mais baixas e simples têm mais constipação intestinal do que aquelas com anomalias mais altas e complexas, sendo esta a complicação mais freqüente.
Outras complicações incluem intróito vaginal estreito, infecção da incisão, paralisia transitória do nervo femoral, deiscência e retração do reto, lesão ureteral, lesão do canal deferente, persistência da fístula retouretral, necrose completa da vagina, incontinência urinária decorrente de bexiga neurogênica.






O que é Anomalia Anorretal (AAR) ?

Feita a colostomia, a noite fui vê meu filho na UTI, lembro que me deu um aperto no coração, quando o vi pequeno, cheio de fio conectado nele, ele lutando pra sair dali...

uma coisa eu digo a vocês... a pior sensação que se tem.. é ter que voltar pra casa sem poder levar seu filho com você!!! Eu sofri, e como sofri, todos os dias.. Todos os dias eu acordava cedo ia pra o hospital..passava o dia todo lá grudada a ele, e a noite tinha que voltar pra casa, com o coração na mão... pedindo sempre a Deus pra diminuir os dias dele na UTI. Eu queria levar ele pra casa!!!

Mas foram 48 dias muitos longos... e difíceis naquele hospital.

Toda noite quando eu chegava em casa, eu ia pra internet lê a respeito dessa anomalia, queria ficar por dentro do assunto, queria entender o poque meu filho tinha nascido com essa anomalia. Pq?? Pq?? Era muitas perguntas que eu me questionava, e queria muito saber as resposta.


                                                              O que é AAR?



Anomalias Anorretais (AAR) é um nome genérico que engloba defeitos congênitos do reto e ânus, decorrentes de falhas do desenvolvimento embriológico, constituindo um dos mais complexos temas da cirurgia pediátrica. Essa complexidade se deriva da variedade das características anatômicas dos múltiplos tipos de defeitos encontrados, que devem ser devidamente reconhecidos e adequadamente tratados com vistas à obtenção ou manutenção da continência fecal, atributo básico para uma vida socialmente aceitável.

As bases anatômicas das anomalias foram objeto de especulação até há poucos anos. Stephens (1953) foi o pioneiro no estudo anatômico de cadáveres de crianças com anomalias anorretais, estabelecendo que o abaixamento do reto deveria ser realizado o mais próximo possível do trato genitourinário, para preservar a alça do músculo puborretal considerado a estrutura mais importante para a continência fecal.Em 1982 foi descrita uma nova técnica para o tratamento das anomalias anorretais que consiste na abordagem através de uma ampla incisão sagital posterior e da utilização de um estimulador elétrico, que permite uma melhor definição das estruturas anatômicas da região e a exploração cirúrgica do defeito de modo detalhado (Peña & Devries) e em 1984, na reunião de Wingspread, fez-se revisão da classificação internacional feita em 1970 em Melbourne,associando-a aos resultados do tratamento das AAR, unificando o primeiro protocolo a ser seguido. Contudo, as AAR ainda hoje representam um desafio para o cirurgião pediátrico, pois têm como principal seqüela a incontinência fecal,incontinência urinária e, freqüentemente, distúrbios da atividade sexual.
Incidência e hereditariedade 

A incidência varia de 1:4000 a 1:5000 nascimentos. Pais com filho com anomalia anorretal têm 1% de chance de ter  outro filho com este tipo de defeito congênito. No sexo masculino, o defeito mais comum é a fístula retouretral,seguindo-se a fístula reto perineal. As fistulas retovesicais representam 10% das malformações. No sexo feminino, o tipo mais freqüente é a fístula reto vestibular, seguindo-se a fístula perineal, persistência da cloaca, as fístulas retovaginais praticamente não existem. Ânus imperfurado sem fístula representa apenas 5% em ambos os sexos, sendo inexplicavelmente mais freqüente na síndrome de Down.




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Anomalia Anorretal

Aquelas horas que fiquei no apt, esperando por notícias do meu filho foram as mais demoradas da minha vida!!! Meu Coração sentia que algo estava errado, o telefone não podia tocar que eu já ficava querendo saber quem era o que queria, e meu marido sempre pedindo pra eu ter calma.

Como eu previa o telefone tocou e chamaram o meu marido pra dá um pulo lá na UTI, pq os médicos queriam falar com ele. 

Fiquei no quarto aguardando meu marido voltar, quando ele voltou.. veio junto com ele a Dra Gabriella, cirurgiã pediatra,dizendo que meu filho tinha nascido com o anus imperfurado ( sem a abertura do anus), e que precisava fazer uma colostomia (É um procedimento cirúrgico onde se faz uma abertura no abdome (estoma) para a drenagem fecal (fezes) provenientes do intestino grosso (cólon).) 

Na hora que escutei com frieza o que aquela médica estava querendo me explicar, sem querer entender.. comecei a chorar e gritar, sem acreditar que meu bebezinho, pequeno com horas de vida ia precisar fazer uma cirurgia.. de imediato passou pela minha cabeça que ele não ia suportar, a anestesia.. a cirurgia.. entrei em pânico, fiquei sem chão!!! Fiquei com medo de perder meu filho.

Foi aí que comecei a me agarrar a Deus, pedindo que nenhum mal acontecesse com meu filho.. e que fosse feita sempre a vontade Dele.

No dia 01/08/2010, as 16:00 h meu filho foi operado e fez a colostomia.
E pra felicidade de toda a família, ele suporta as 2 horas de cirurgia. 

Meu menino já começou a mostrar que mesmo frágil e pequeno ele é forte!! E Deus já começou a me preparar pra o que eu ia ter que suportar pela frente.

Minha Gestação...

Oi Pessoal...

Resolvi fazer um blog pra contar um pouco das experiências que 
tivemos com o nosso primeiro filho - Bruninho-
E tb para ajudar algumas mães que na época como eu, não entendia muito do assunto e se apavora pra querer saber informações sobre o que é anomalia anorretal.

Bem, Minha gravidez não foi uma gravidez que eu possa dizer.." tranquila", mas eu estava muito feliz em ter meu primeiro filho.. Era um sonho se realizando... um menino.. Meu Menino : Bruninho!!!

Meus primeiros meses de gestação tive descolamento de placenta e tive que ficar deitada na cama,durante os meus primeiros 3 meses, meu descolamento era grande e a possibilidade de perder meu filho era enorme.. tive que parar tudo e ficar totalmente de repouso, só pude me levantar pra tomar banho e ir ao banheiro... tive sangramento até o 4º mês de gravidez.

Minhas ultrassons sempre me mostrou meu menino sendo gerado perfeito!! Nunca mostrou nenhum problema com ele.. nem a temida morfológica me mostrou algo.. tudo estava perfeito. Agora meu bebezinho sempre engordava pouco.. mas se mantinha no que era permitido pra semanas de gravidez que eu estava.

Com sete meses de gravidez minha pressão começou a apresentar alta.
Mas só precisei cortar o sal da minha vida pra ela poder ficar normal.
Com 34 semanas, Bruninho nasce, devido a uma infecção urinária que tive. O que mais me chateia é que não senti nada, nenhuma dor, nada!!!
Simplesmente a bolsa estourou, e só no hospital é que vim saber que era devido a uma infecção urinária.

Com 34 semanas!!! Eu sabia que Bruninho ia precisar da UTI.. pois apesar da minha ultima ultrassom apresentar que ele estava com mais ou menos 2 kg.. ele estava nascendo prematuro.

Meu Bruninho nasceu no dia 01/08/2010, as 05:53 da manhã, pesando 1.905 kg e medindo 43 cm... Como ele era magrinho e pequeno!! Mas lindo!!! De cara já vi que era a cara do Pai.

Na hora do parto, minha obstetra e as pessoas que estavam comigo, nada me falaram.. apenas colocaram ele perto de mim e levaram ele pra UTI!!!
Que felicidade, ver seu filho pela primeira vez!!! Uma sensação de uma felicidade imensa!!! Meu pequeno!! Que desde que estava na minha barriga já lutava pra viver... mal sabíamos que sua luta estava apenas começando.